A história do Laboratório de Baixas Temperaturas do Instituto de Física da UFRJ é mais uma conquista desses homens que com mais amor à ciência do que recursos fizeram possível o avanço das pesquisas científicas no Brasil.
Embora tenha contado com o apoio de muitos que, em seu momento, empenharam esforços para permitir a concretização deste projeto, foi a perseverança e a determinação do Prof. Eugenio Lerner e daqueles que a ele se uniam, que levaram à consolidação do Laboratório de Baixas Temperaturas.
Vindo do “Stevens Institute of Technology” em Hoboken, NewJersey, onde era Professor-Pesquisador, o Professor Lerner iniciou, em l973, a implantação do Laboratório de Baixas temperaturas (LBT). Seu retorno ao Brasil e incorporação ao Instituto de Física da UFRJ se deu graças à iniciativa e empenho do Professor Fernando de Souza Barros junto à Reitoria da UFRJ, Diretoria do Instituto de Física e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), onde apresentou projeto que incluía auxilio para a aquisição de um Liquefator de Hélio, a partir de um Projeto de Criogenia apresentado ao CNPq pelo Prof. Lerner em agosto de l972.
O LBT contava, inicialmente, além do Liquefator de Hélio, com um Liquefator de Nitrogênio do Instituto de Química, cedido mediante acordo entre as duas Instituições, e de equipamento trazido pelo Prof. Lerner, como doação pessoal do “Stevens Institute of Technology”, transportado para o Brasil por cortesia da Força Aérea Brasileira. Isto permitiu as primeiras experiências de te na faixa de temperatura entre Nitrogênio líquido e gelo seco, nas primeiras atividades científicas do recém-criado laboratório.





